O que você faria se não tivesse medo?

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Imagem de Alexas_Fotos por Pixabay


Essa semana eu tive a oportunidade de refletir sobre um assunto comum a todas as pessoas. Independente da idade, gênero, classe social, independente do momento de vida, do tempo que cada um de nós está, todos conhecemos esse sentimento:

Medo

O medo tem muitas formas e formatos, muitas maneiras de se apresentar e manifestar. Também tem muitos nomes e muitas interpretações. Ele, infelizmente, ainda tem muita força.

Porque a gente tem medo. Cada um com um medo diferente e, ao mesmo tempo, todos com tantos medos semelhantes.

Medo de julgamento. Rejeição. Abandono. Crítica. Do escuro. De barata. De aranha. De altura. De fantasma. Medo de ser fraco. De falhar. De desistir. De decepcionar. Medo de ferir. De ser ferido. De não ser suficiente. Medo de tentar o novo. De voltar atrás. De pedir perdão. De perdoar. Medo de ser esquecido. Medo de ser o centro das atenções. Medo de palco, de público, de plateia. Medo da violência. Medo da opressão. Medo do silêncio. Medo do grito. Medo da indiferença. Medo da hipocrisia. Medo de ser quem é. Medo de fingir ser quem não é. Medo da verdade. Medo da mentira. Medo de exposição. Da solidão. Medo do passado. Do presente. Do futuro. Medo de não viver. Medo de morrer. Medo de amar. De não ser amado.

E eu te faço a seguinte pergunta: o que você faria se não tivesse medo?

O que você faria se os seus medos não existissem? Se os seus receios não fossem cadeados, correntes e celas? O que você faria se o medo não te paralisasse, impedisse, travasse?

O que você faria se não houvesse nada para te parar? Sua vida seria diferente? Suas escolhas seriam diferentes? Você seria uma pessoa diferente?

Pense em quantas coisas incríveis eu e você deixamos de fazer porque tínhamos medo. Pense em quantos momentos maravilhosos deixamos de vivenciar por medo. Pense quantas vezes deixamos de tentar porque o medo do insucesso era grande demais.

Esse é o problema do medo: fazemos dele maior do que nós.

Acredito que ninguém consegue se livrar de todos os medos. Não completamente. É da nossa natureza sentir medo. É da nossa natureza duvidar, questionar, temer.

Mas se não é possível eliminar (em absoluto) o medo, o que fazer?

Precisamos nos tornar maiores do que ele. Precisamos diminuí-lo e colocá-lo no seu devido lugar. Alguns até exterminar. Precisamos parar de ser parados pelo medo. Precisamos aprender a continuar, persistir, enfrentar, com medo mesmo.

Agora mudo um pouco a minha pergunta: o que você é capaz de fazer, mesmo com medo? O que você se propõe a fazer, mesmo com medo?

Eu criei esse blog morrendo de medo de ser criticada. Eu produzo textos com medo de ser julgada. Eu publico no Linkedin com medo de ser ignorada. Eu fiz um perfil profissional no Instagram com medo de ser desprezada. Decidi investir na minha carreira de Produtora de Conteúdo com medo da inexperiência. Eu escrevo livros com medo de que os leitores não gostem. Eu me exponho, revelo sentimentos, compartilho ideias, com medo de não encontrar lugar, com medo de não haver reciprocidade nas pessoas.

Tenho muito medo de que minhas palavras, minhas amadas e queridas palavras, sejam jogadas ao vento. Que ninguém leia, ninguém se emocione, ninguém se inspire, ninguém reflita, ninguém repense, ninguém se alegre, ninguém seja tocado. E mesmo com esses e tantos outros medos, cá estou.

Quando você deixar de dar ouvidos aos medos e começar a ouvir sua própria voz, haverão outras vozes que te chamarão de louca ou louco. Eu chamo aqueles que superam e dominam o medo de corajosos.

Que nos chamem de loucos. Para quem não tem medo de água, o mar é amigo. Para quem tem medo de água, o mar aterrorizante. E não há nada mais bonito do que ver que ontem tinha medo de molhar os calcanhares, mergulhar. E não precisa ser de cabeça. Pode ser aos pouquinhos. Pode ser devagar. Um passo de cada vez. O importante é não parar. Aprenda: o maior inimigo do medo é a determinação.  

Por isso pergunto uma última vez: mesmo com medo, o que você se dispõe a realizar?

“Mas pra quem tem pensamento forte
O impossível é só questão de opinião
E disso os loucos sabem
Só os loucos sabem
Disso os loucos sabem
Só os loucos sabem…”

Charlie Brown

Publicado por Bianca Coutinho Lopes

Dois verbos me definem: ler e escrever. Sou uma devoradora de livros e criadora de histórias, dona de imaginação infalível e criatividade incansável.

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