Pandemia coloca à prova uma das tarefas mais difíceis do mundo: liderar

Peças de xadrez
Imagem de FelixMittermeier por Pixabay

Homens e mulheres que lideram empresas e pessoas, pais e mães que lideram suas casas, professores e diretores que lideram suas escolas, presidentes e governantes que lideram seus países, dentre tantos outros exemplos, estão sendo testados diariamente.

Home Office, desligamentos, isolamento social, quarentena, o novo normal. Tudo novo para todos. Os bons líderes, os verdadeiros líderes, aqueles que inspiram pelo exemplo, têm conseguindo, apesar das dificuldades e incertezas, sustentar seus valores e colaborar com suas equipes.

Contudo, a pandemia também revelou os maus líderes. Pessoas que ocupam um cargo ou uma posição de destaque, mas que, infelizmente, não inspiram ninguém. Pelo contrário, suas atitudes e comportamento causam abominação àqueles que os rodeiam.

E é sobre essas figuras que quero falar (e alertar) hoje. Talvez você até já tenha encontrado algum deles ao longo do caminho:

O centralizador

Tive uma líder extremamente centralizadora. Apesar de dizer que precisava da minha ajuda, ela raramente me passava alguma atividade. E, quando solicitava, era algo desconexo do projeto, apenas para ocupar um pouco do meu tempo.

Os líderes centralizadores acreditam que apenas eles sabem fazer bem feito. Desconfiam da capacidade dos outros e não sabem delegar tarefas. São demasiadamente individualistas, não compartilhando conhecimento ou informações.

O “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”

Esse tipo de líder é extremamente nocivo. Costuma pressionar sua equipe, fazer cobranças em excesso, mas não admite ser cobrado. Ele até sabe o que é certo e o que é errado, até sabe o que deve e pode fazer para melhorar o ambiente de trabalho, mas se recusa a fazer.

É um líder que costumeiramente julga, mas não aceita conselhos, críticas ou feedbacks. Isso porque esse tipo de líder não enxerga aspectos a melhorar em si mesmo. Ele é muito bom em apontar o erro dos outros, mas não em reconhecer os seus.
(Enfim, hipocrisia)

O controlador

São líderes que, apesar de pregarem a independência, não deixam a equipe criar, não permitem que o time inove, não querem que ninguém “vá longe demais”. Eles mantêm os funcionários sob uma liderança muitas vezes agressiva e ineficaz.

São indivíduos que conduzem empresas, lares e países a rédia curta, acreditando que fazem o melhor. Impõe regras, limites e leis que prejudicam a evolução dos que estão sob sua tutela, retardando (ou até mesmo impedindo) que aquele grupo de pessoas possa prosperar.

O sabotador

Esse líder procura, ainda que não de maneira declarada, prejudicar seus liderados. Ele coloca empecilhos, dificuldades e obstáculos no caminho. Não quer que ninguém esteja ao seu lado, ou acima dele e, por isso, busca atrapalhar seu time ou alguém que considere uma ameaça.

Se sentem desconfortáveis vendo outros colaboradores crescendo e se desenvolvendo, temendo que eles, em algum momento, tirem seus cargos ou posições privilegiadas. Não elogiam, não incentivam e não apoiam seus pares.

O semi deus

Eles acreditam que devem ser adorados, idolatrados, homenageados e respeitados. Consideram-se melhores do que os outros e frequentemente humilham aqueles que estão abaixo na hierarquia. Esse tipo de líder quer que seus colaboradores precisam dele; de seus conselhos, de sua ajuda, de sua opinião. E esperam que as pessoas venham até ele, jamais saindo de seu trono imaginário.

São pessoas que abusam de seu poder e autoridade, oprimindo e dominando os outros. Eles acreditam que têm o direito de punir aqueles que fazem algo diferente de sua vontade e castigar os que questionam suas vontades.

O déspota

A última palavra tem que ser dele. Ele dá as ordens, as orientações. É ele quem decide absolutamente tudo. Como um bom ditador, não permite que ninguém contrarie suas ideias ou convicções e impõe seus desejos.

Não sabe dialogar e menos ainda é capaz de ouvir o outro. É um líder, muitas vezes, ególatra e vive num mundo a parte do real, um mundo onde ele manda e desmanda. É alguém que sublinha os defeitos e ignora as qualidades e conquistas, rebaixando e desconsiderando as virtudes de seus liderados.

O manipulador

Esse líder torce a verdade, torce as palavras e torce situações a seu favor. Usa tudo o que pode para se favorecer, mesmo que isso inclua contar algumas meias verdades (ou mentiras, para um bom entendedor).

Ao se sentir acuado por ter cometido um deslize ele facilmente inverte o cenário para que o outro se sinta culpado pelo que não fez. Tem muita lábia e jogo de cintura, e a maioria das pessoas é levada a crer em falsas promessas.

O ausente

Ele não faz a mínima questão de estar presente. Esse é o tipo de líder que não pergunta do andamento dos projetos, da evolução das pesquisas, do desenvolvimento dos colaboradores. São pessoas que vivem isoladas, mas que cobram resultado.

Se consideram observadores perspicazes e, por conta disso, podem se ausentar do dever de acompanhar aqueles que estão por perto. Eles preferem supor a perguntar, deduzir a dialogar. Preferem acreditar que compreendem o outro quando sequer prestam a devida atenção.

O indiferente   

Ele não liga. Ele não se importa. Ele não quer saber. Ele está focado em si, em sua carreira, em suas vitórias e glórias. É o tipo de líder que não tem empatia pelos colegas, que frequentemente considera a dor alheia como exagero ou drama.

Se mantém distante e não confraterniza com a equipe, não interage com quem faz parte da sua rotina. É um líder que geralmente despreza sentimentos, desconsiderando compaixão (e as vezes até o respeito).

O máscara

Ele não é cara engraçado. Esse é o líder que vive de aparência, imagem e reputação. Ele é o tipo de pessoa que prega muito e faz pouco (ou nem faz), que vive daquilo que ele finge ser. Vive distribuindo conselhos, apesar de nem ele mesmo segui-los.

Age de um jeito com a equipe e age de outro jeito com colegas de cargos mais altos. Se comporta de um jeito quando está sozinho com o time e de outro quando está diante de uma plateia. É um líder que se preocupa muito com o que vão pensar e dizer sobre ele, e mantém suas injustiças e grosserias em oculto.

Você já conheceu um líder com essas (ou outras) características?

O convívio com esses tipos de líderes (ou pessoas, num geral) é extremamente prejudicial a nossa saúde, tanto física, quanto mental. E eu não vou dizer que devemos buscar o lado positivo no estresse diário que chefes abusivos causam. Porém, podemos tirar um aprendizado do período em que convivemos com pessoas de ego destrutivo: elas são o perfeito exemplo de quem jamais devemos ser.

Publicado por Bianca Coutinho Lopes

Dois verbos me definem: ler e escrever. Sou uma devoradora de livros e criadora de histórias, dona de imaginação infalível e criatividade incansável.

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