Impactos da atividade física na minha vida (pessoal e profissional)

Mulher fitness
Imagem de Scott Webb por Pixabay

Nunca fui uma pessoa sedentária. Também nunca fui o tipo de pessoa que ama esporte. Na época de escola, quando Educação Física ainda era sinônimo de brincar de pega pega, bandeirinha e queimada, eu amava. Mas, quando Educação Física passou a significar futebol, basquete e vôlei, diria que passei a odiá-la quase tanto quanto odeio matemática, química e física.

Enquanto criança, fiz balé e natação; detestava ambas. Quando adolescente, fiz aeróbica, e quando adulta, descobri a zumba. Eu gostava da aeróbica, gostava mais ainda da zumba. Porém, apesar de gostar, nunca consegui praticar essas atividades durante muito tempo. Eu não conseguia manter um ritmo, uma constância, e não entendia o motivo.

Se eu gostava tanto, por que depois de alguns meses (ou semanas) me via tentada a desistir? Por que eu faltava às aulas? Descobri a resposta ontem.

Ontem eu não queria treinar. Mas eu treinei. Sem música e sem motivação. Mas eu treinei. Sem vontade e sem ânimo. Mas eu treinei.

Estou treinando em casa, de segunda a sexta, há seis meses. E, pensando bem, foram poucos os dias em que eu me sentia disposta, animada ou ansiosa para o treino. A maioria dos dias em que treinei, não foi porque eu quis, foi porque eu precisava. Foi porque meu corpo e minha mente precisavam.

E foi aí que eu percebi a diferença. Foi nesse momento em que eu consegui compreender o porquê da minha desistência anterior: quando eu era mais nova, precisava estar feliz e motivada para praticar qualquer atividade física. Eu precisava me sentir alegre, entusiasmada, do contrário, ficava em casa. E, adivinhem? É claro que eu ficava mais em casa do que frequentando a academia.

A gente não é feliz o tempo todo. A gente não tá alegre todo o dia. A gente não se sente disposto, motivado com a frequência que gostaria; pelo contrário, a gente tem dias ruins, semanas estressantes, meses exaustivos.

É a vida. É a rotina. É o trabalho. É a família. É a casa. É a soma de responsabilidades diárias.

Muita gente tem tempo limitado para praticar atividades físicas. Mas esse não era o meu problema. Pelo menos não inicialmente. O meu problema era usar a motivação como estímulo. Motivação não serve de estímulo, porque você nem sempre vai estar motivado. Seus principais incentivadores precisam ser: foco, determinação e disciplina. E esses três a gente precisa ter todos os dias, pra tudo.

Motivação é bom? Claro que é bom! Ela te dá mais energia, te possibilita ter mais foco, auxilia a ter mais determinação e ajuda a manter a disciplina. Contudo, nos dias em que a motivação se ausentar, você precisa manter as outras três.

Porque sem motivação a gente até consegue sair do lugar. Mas sem foco, determinação e disciplina, a gente anda pra trás.

Publicado por Bianca Coutinho Lopes

Dois verbos me definem: ler e escrever. Sou uma devoradora de livros e criadora de histórias, dona de imaginação infalível e criatividade incansável.

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